Governo dos Açores alavanca projetos de investigação e desenvolvimento na área da energia
DATA: 12 Outubro, 2018 | HORA: 12:52

“O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia sublinhou, na Ribeira Grande, que os Açores são “um dos sítios no mundo com maiores recursos geotérmicos exploráveis”, a par de países como a Islândia, a Nova Zelândia e o Japão, referindo que é necessário aproveitar o potencial da Região nesta área “para gerar conhecimento e riqueza”.

Bruno Pacheco falava quarta-feira à margem de uma visita de campo ao projeto europeu HEATSTORE – High Temperature Underground Thermal Energy Storage, que tem como um dos parceiros o IVAR – Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos da Universidade dos Açores.

Este projeto, financiado pelo GEOTHERMICA ERA-NET, pretende reduzir o custo e os riscos do armazenamento de energia térmica subterrânea, bem como melhorar o desempenho de tecnologias associadas, sendo que os Açores estão a ser utilizados como local de estudo.

Segundo o Diretor Regional, este projeto é “mais um exemplo de uma aposta que o Governo dos Açores tem vindo a fazer na diversificação de fontes de financiamento para áreas não alinhadas com a RIS3 (Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente), como é o caso da energia”.

“Encontrámos nas tipologias da ERA-NET uma forma de enquadrar as nossas equipas de investigação, como é o caso do IVAR, [em consórcios internacionais]”, disse, referindo que esta equipa de investigação dos Açores, em conjunto com as outras equipas de nove países, está a promover o HEATSTORE.

Segundo Bruno Pacheco, este projeto, que conta com um financiamento de cerca de 100 mil euros do Fundo Regional para a Ciência de Tecnologia, é um bom exemplo de como “a integração em consórcios de âmbito mais alargado é um dos passos para ganhar massa crítica e para perceber em que áreas podemos melhorar e em que áreas, de facto, somos bons”.

O Diretor Regional sublinhou que o Governo dos Açores, através dos vários mecanismos do tipo ERA-NET, alocou mais de 800 mil euros para financiar “projetos de investigação fora da RIS3, em áreas que vão desde a geotermia, passando pela área das doenças neuro generativas e pela biotecnologia”.

Neste sentido, o Diretor Regional referiu que o Executivo açoriano pretende “dar um sinal de que está disponível para, juntamente com as entidades do Sistema de Científico e Tecnológico dos Açores, perceber que fontes de financiamento existem e de que forma a Região se podem posicionar para ter acesso a essas fontes de financiamento”.

Bruno Pacheco salientou ainda que pretende que haja cada vez mais envolvimento das empresas em projetos de investigação, apontando como exemplo a EDA Renováveis, “parceira associada do HEATSTORE, que fornece dados ao IVAR, e que poderá ser uma utilizadora dos ‘outputs’ do projeto”.

Coordenado pela Holanda, o HEATSTORE conta com 24 parceiros de nove países, sendo que Portugal está representado pela equipa de investigação do IVAR da Universidade dos Açores.

GaCS/GM”