Projetos

Ana Luísa Coderniz Picanço
O Planeamento Sistemático para a Conservação da Biodiversidade em Ilhas para o Ordenamento dos Parque Naturais
Unidade de I&D: CITA-A - Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores
E-Mail: analcp@gmail.com
Estado: ongoing
Objetivos:

“A finalidade deste projeto é utilizar os conceitos desenvolvidos na biologia da conservação e a biogeografia insular para avaliar qual a representatividade das espécies endémicas dos Açores nas áreas protegidas das Ilhas dos Açores.

Este objetivo geral exige o desenvolvimento de três objetivos específicos:

Objetivo A: Utilizar modelos preditivos de distribuição para determinar a distribuição geográfica [15, 29] das espécies endémicas dos grupos briófitos, plantas vasculares, moluscos e artrópodes terrestres.
Objetivo B: Identificar as potenciais áreas de lacuna (gap analysis in Scott et al. 1996) [1, 40], relativamente à representatividade das espécies de briófitos, plantas vasculares, moluscos e artrópodes terrestres endémicos nas ilhas dos Açores.
Objetivo C: Desenvolver e apresentar cenários preditivos [4, 31, 38], com base no desenvolvimento socioeconómico das ilhas, e avaliar a efetividade das áreas protegidas na proteção de populações das espécies em estudo mediante uma análise multi-critério [1,25] que permita definir prioridades para a conservação das espécies endémicas.

Os métodos serão desenvolvidos com base numa revisão crítica da literatura e na sua aplicação real neste projeto de investigação.

Os resultados práticos desta investigação serão:

  • O desenvolvimento do conhecimento científico nas áreas referidas, consubstanciando-se na produção de artigos científicos;
  • A disponibilização de métodos e ferramentas de apoio à gestão e monitorização ambiental:
    • o capazes de lidar com múltiplos objetivos, múltiplos atores e múltiplas escalas espaciais e temporais;
    • o que incorporem as incertezas e riscos inerentes a fatores endógenos (existência de dados, modelos de impactos, preferências dos decisores) e exógenos (ambientais e/ou sócio-económicos);
    • o que venham a ser efetivamente utilizados, de uma forma eficiente e eficaz, por proprietários, gestores e outros atores da área ambiente.
  • Gerar propostas de desenvolvimento e gestão das áreas protegidas.”